Hallam Foe - Jamie Bell, outrora o dançarino incompreendido Billy Elliot, volta a estar bem neste papel dum jovem obcecado em espiar a vida de outras pessoas enquanto procura uma justificação para a morte da mãe. Entre tiques indisfarçáveis de um complexo de Édipo mal resolvido e a procura dum amor impossível por entre os telhados de Edimburgo, temos um filme interessante apesar da estranheza que a personagem principal pode provocar inicialmente. Ah, e belos momentos musicais como o que se pode ver em baixo.
[REC] e Cloverfield - Em 1999 'Blairwitch Project' reinventa o cinema fantástico com um recurso inteligente às novas tecnologias utilizando a Internet para lançar a confusão acerca da veracidade ou não do que se via no filme de Myrick e Sanchez. Será que as imagens que se viam no grande ecrã tinha sido mesmo capturadas por aquele grupo de aspirantes a cineastas? Será que eles existiam mesmo?E a bruxa?
2008 marca o regresso deste cinema-verdade com 2 projectos que pegaram nos pontos fortes de 'Blairwitch' e distorceram-nos a seu favor: transmitir realismo e apostar forte na promoção.
Se 'Cloverfield' aposta no efeito surpresa lançando um trailer não-identificado imediatamente antes do ecrã ser invadido por robots gigantes (o primeiro trailer foi distribuido com 'Transformers' nos EUA apanhando toda a gente desprevina e lançado um autêntica buscar a o-que-raio-foi-aquilo pela internet), [REC] joga seguro e investe numa fórmula que no papel parece simples (afinal de contas é um 'Blairwich' só que dentro de um edifício com zombies) mas a forma como é executada o torna numa experiência única. E para ajduar lançaram aquele que para mim é um dos trailer\promoções mais originais dos últimos tempos.
A sequência pela qual vi os filmes poderá ter influência na minha análise, tal não foi o impacto causado por [REC] (que acabo por considerar mais um exercício de esilo sobre o medo - faz lembrar 'Ju-On'- do que um filme), mas Cloverfield soube-me claramente a pouco.
A estes prémios podem juntar o do Fantas deste ano. Eu avisei ;)
Le Scaphandre et le Papillon - Arrepiante. Não consigo deixar de o associar a 'Mar Adentro' mas não sei por achar ainda mais heróica a atitude do protagonista do filme francês, considero-o superior ao filme de Amenábar. E o facto de grande parte do filme ser mostrado do ponto de vista do imobilizado Jean Dominique ajuda a criar uma empatia e ao mesmo tempo um desespero ainda maior. Juntem-lhe um fotografia fantástica (obra de Janusz Kaminsky, parceiro habitual de Spielberg) e desempenhos de grande entrega dos restantes actores e preparem-se para um grande filme.
El Orfanato - Guillermo Del Toro tira partido do peso que vai ganhando em Hollywood para chamar a atenção sobre esta pérola espanhola que o próprio produz. Com menos espalhafato e barulho que [REC] temos aqui um thriller brilhante que apesar de ainda o ano nem ir a meio, já tem lugar guardado na minha colecção de favoritos. Quartos vazios, traumas infantis, crianças perturbadas, casas isoladas...parecem cliches de qualquer filme barato de terror. Não neste caso. Nunca um saco de serapilheira foi tão assustador.
Vantage Point - Vale mais pela sua estrutura (a lembrar "11:14" ou "Go" para os contemporâneo ou "Rashomon" para os clássicos) do que pelo conteúdo mas não deixa de ser um proposta interessante. Quanto mais não seja para ver o Dr. Jack Sheppard fora da ilha a guiar um rebanho de perdidos.
A L'Interieur - Depois da subtileza e beleza de 'Scaphandre" esta proposta francesa não podia ser mais diferente. Quem vem acompanhando o cinema fantástico europeu dos últimos anos também já deve ter reparado que da França, alem de Espanha, têm surgido opção com tanto de interessante como de diverso -'Ils' e 'Haute Tension' são dois bons exemplos. Este aproxima-se mais de 'Haute Tension' elevando os inveis de violência e hemoglobina a um patamar ainda mais extremo. E pensar que tudo começou com uma gravidez... nada aconselhado aos mais facilmente impressionáveis e ainda menos a grávidas.
My Blueberry Nights - Wong Kar Wai chega aos Estados Unidos e como se não bastasse o risco associado a este salto geográfico, ainda decide apostar numa 'carinha bonita' da música americana para sua 'heoína' neste 'My Blueberry Nights'. Cabe a Norah Jones ser o elemento condutor deste road-movie com ares de auto-descoberta (mas não são todos?). A crítica arrasou o filme mas admito que embora não sendo um 'In the Mood for Love' consegue cativar muito por força da empatia gerada por Norah (que compensa alguma falta de qualidade na interpretação) e pelos desempenhos de grande parte dos secundários.
[REC] e Cloverfield - Em 1999 'Blairwitch Project' reinventa o cinema fantástico com um recurso inteligente às novas tecnologias utilizando a Internet para lançar a confusão acerca da veracidade ou não do que se via no filme de Myrick e Sanchez. Será que as imagens que se viam no grande ecrã tinha sido mesmo capturadas por aquele grupo de aspirantes a cineastas? Será que eles existiam mesmo?E a bruxa?
2008 marca o regresso deste cinema-verdade com 2 projectos que pegaram nos pontos fortes de 'Blairwitch' e distorceram-nos a seu favor: transmitir realismo e apostar forte na promoção.
Se 'Cloverfield' aposta no efeito surpresa lançando um trailer não-identificado imediatamente antes do ecrã ser invadido por robots gigantes (o primeiro trailer foi distribuido com 'Transformers' nos EUA apanhando toda a gente desprevina e lançado um autêntica buscar a o-que-raio-foi-aquilo pela internet), [REC] joga seguro e investe numa fórmula que no papel parece simples (afinal de contas é um 'Blairwich' só que dentro de um edifício com zombies) mas a forma como é executada o torna numa experiência única. E para ajduar lançaram aquele que para mim é um dos trailer\promoções mais originais dos últimos tempos.
A sequência pela qual vi os filmes poderá ter influência na minha análise, tal não foi o impacto causado por [REC] (que acabo por considerar mais um exercício de esilo sobre o medo - faz lembrar 'Ju-On'- do que um filme), mas Cloverfield soube-me claramente a pouco.
A estes prémios podem juntar o do Fantas deste ano. Eu avisei ;)
Le Scaphandre et le Papillon - Arrepiante. Não consigo deixar de o associar a 'Mar Adentro' mas não sei por achar ainda mais heróica a atitude do protagonista do filme francês, considero-o superior ao filme de Amenábar. E o facto de grande parte do filme ser mostrado do ponto de vista do imobilizado Jean Dominique ajuda a criar uma empatia e ao mesmo tempo um desespero ainda maior. Juntem-lhe um fotografia fantástica (obra de Janusz Kaminsky, parceiro habitual de Spielberg) e desempenhos de grande entrega dos restantes actores e preparem-se para um grande filme.
El Orfanato - Guillermo Del Toro tira partido do peso que vai ganhando em Hollywood para chamar a atenção sobre esta pérola espanhola que o próprio produz. Com menos espalhafato e barulho que [REC] temos aqui um thriller brilhante que apesar de ainda o ano nem ir a meio, já tem lugar guardado na minha colecção de favoritos. Quartos vazios, traumas infantis, crianças perturbadas, casas isoladas...parecem cliches de qualquer filme barato de terror. Não neste caso. Nunca um saco de serapilheira foi tão assustador.
Vantage Point - Vale mais pela sua estrutura (a lembrar "11:14" ou "Go" para os contemporâneo ou "Rashomon" para os clássicos) do que pelo conteúdo mas não deixa de ser um proposta interessante. Quanto mais não seja para ver o Dr. Jack Sheppard fora da ilha a guiar um rebanho de perdidos.
A L'Interieur - Depois da subtileza e beleza de 'Scaphandre" esta proposta francesa não podia ser mais diferente. Quem vem acompanhando o cinema fantástico europeu dos últimos anos também já deve ter reparado que da França, alem de Espanha, têm surgido opção com tanto de interessante como de diverso -'Ils' e 'Haute Tension' são dois bons exemplos. Este aproxima-se mais de 'Haute Tension' elevando os inveis de violência e hemoglobina a um patamar ainda mais extremo. E pensar que tudo começou com uma gravidez... nada aconselhado aos mais facilmente impressionáveis e ainda menos a grávidas.
My Blueberry Nights - Wong Kar Wai chega aos Estados Unidos e como se não bastasse o risco associado a este salto geográfico, ainda decide apostar numa 'carinha bonita' da música americana para sua 'heoína' neste 'My Blueberry Nights'. Cabe a Norah Jones ser o elemento condutor deste road-movie com ares de auto-descoberta (mas não são todos?). A crítica arrasou o filme mas admito que embora não sendo um 'In the Mood for Love' consegue cativar muito por força da empatia gerada por Norah (que compensa alguma falta de qualidade na interpretação) e pelos desempenhos de grande parte dos secundários.
3 comments:
eh la.. .muitas horas a ver filmes...
ainda nao vi o REC, tenho de ver isto a uma hora decente hehehehe
abraço
Hi João,
just dropped by to say HI! e continuação de bons filmes!
hugs
joão
Oi,
Apesar de não andar a "ber" muitos filmes, vi o [REC], Cloverfield, Vantage Point e My Blueberry Nights.
Não sendo fã de filmes de terror, posso dizer que gostei, bastante até, dos 2 últimos.
A crítica fica pra ti John, eu cá só emito opiniões :)
Já agora, cá vai mais uma, os meus parabéns pelo blog!
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