Mr Brooks
Starring Kevin Costner e Demi Moore. Se estivéssemos no inicio da década de 90, na ressaca dos grandes sucessos que foram 'Dances with Wolves' e 'Ghost', para estes dois actores respectivamente, esta dupla seria suficiente para tornar o filme um dos mais esperados do ano. Mas passaram muitos anos, durante os quais Moore esteve pouco activa e Costner fez filmes como 'The Postman' e 'Dragon Fly', e estes já nao dois dos nomes mais brilhantes do star system de Hollywood. Felizmente...
Porque felizmente? Porque só assim Costner consegue arrancar um interpretação brilhante, bem longe do nice-guy que nos habituou e Moore consegue 'esconder-se' nas alturas certas sem tentar roubar protagonismo que não lhe é devido, algo impensável no auge da sua carreira.
E quem são eles neste filme? Costner é um pacato empresário que por vezes é dominado pelo seu violento alter ego levando-o a cometer uma série de crimes. Como sempre que há um mau tem de haver um bom, temos Demi Moore como polícia com um passado familiar mal resolvido e na busca deste assassino enquanto tenta ao mesmo tempo escapar à vingança de outro criminoso que anos antes tinha colocado atrás das grades.
Podia ser mais um filme de policia e ladrão, neste caso policia e assassino(s), mas é muito mais que isso. A narrativa flui a um ritmo equilibrado deixando-nos sempre na expectativa.É notório o lado mais negro do realizador Bruce A. Evans a querer saltar cá para fora (um pouco á semelhança de Costner e o seu alter-ego), há alturas em que parece amarrado e outras em que não oferece resistência e aí a violência enche o ecrã,mas este aparente jogo de opostos é aplicado com uma eficácia tremenda.
E era impossível concluir estas linha sem referir William Hurt. Devem-se recordar da nomeação para os Oscar de 2006 por 'A History of Violence' à custa de uma curta mas intensa aparição no filme de Cronenberg. Aqui felizmente a sua presença é mais prolongada mas igualmente intensa. Simplesmente brilhante.
The Invisible
Ate pode ser coincidência mas este tipo de histórias de amor e paixão entre duas entidades em diferentes planos de existência, nunca fizeram parte das minhas preferências. Nunca vi 'City of Angels', 'Ghost', 'Wings of Desire' mas infelizmente vi este 'The Invisible'.
Remake de um filme alemão, o elemento central deste 'The Invisible' é um jovem que após ser espancado devido a um mal-entendido e deixado às portas da morte, e é aí que passa o filme, tenta perceber qual o seu destino final, com clara preferência pelo regresso à vida.
Assim resumido até pode parecer interessante...mas não é. O argumento é disconexo, o ritmo é lento (uma coisa é construir a narrativa com calma e precisão, outra é não se passar nada durante largos momentos dum filme) e as personagens roçam o ridículo (começando pelo protagonista, a 'bad girl', o amigo. Nem Marcia Gay Harden consegue escapar a este mediocridade).
Mas nem tudo é mau. Talvez demasiado trendy, a banda sonora é brilhante contando como nomes como Snow Patrol, Death Cab for a Cutie e Remy Zero como escolhas mais óbivas, mas é também audível para grande entusiasmo deste que escreve sons de Trail of Dead, Sparta, TV on the Radio e Oceansize. De qualquer dos modos insuficiente para salvar o filme, ainda que não deixe de ser um exercício interessante the 'spot the song'.
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2 comments:
A jodie tem o silêncio dos inocentes e o Contacto que eu adoro. Não penso que tão cedo vá ver o taxi driver...too much violence.
O mr.brooks pareceu-me um bom filme para alugar no clube de vídeo . Sim, eu ainda mantenho essa long lost tradition! pois Costner num papel destes suscita interesse.
Quanto ao Invisible é realmente um dos filmes em cartaz aqui na Figueira mas como não sabia nada do filme, não arrisquei. Que brutal banda sonora...TV on the radio rules!O último filme que vi foi Knocked up e é interessante dentro do género. Não sei se viste mas se sim, qual a tua opinião. abraços
então não há mais filmes...nem o música no coração, essa pérola do cinema fantástico-gótico? espero pelas boas novas...
bom ano novo de 2008
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