Friday, November 2, 2007
Na minha opinião...MR BROOKS / THE INVISIBLE
Starring Kevin Costner e Demi Moore. Se estivéssemos no inicio da década de 90, na ressaca dos grandes sucessos que foram 'Dances with Wolves' e 'Ghost', para estes dois actores respectivamente, esta dupla seria suficiente para tornar o filme um dos mais esperados do ano. Mas passaram muitos anos, durante os quais Moore esteve pouco activa e Costner fez filmes como 'The Postman' e 'Dragon Fly', e estes já nao dois dos nomes mais brilhantes do star system de Hollywood. Felizmente...
Porque felizmente? Porque só assim Costner consegue arrancar um interpretação brilhante, bem longe do nice-guy que nos habituou e Moore consegue 'esconder-se' nas alturas certas sem tentar roubar protagonismo que não lhe é devido, algo impensável no auge da sua carreira.
E quem são eles neste filme? Costner é um pacato empresário que por vezes é dominado pelo seu violento alter ego levando-o a cometer uma série de crimes. Como sempre que há um mau tem de haver um bom, temos Demi Moore como polícia com um passado familiar mal resolvido e na busca deste assassino enquanto tenta ao mesmo tempo escapar à vingança de outro criminoso que anos antes tinha colocado atrás das grades.
Podia ser mais um filme de policia e ladrão, neste caso policia e assassino(s), mas é muito mais que isso. A narrativa flui a um ritmo equilibrado deixando-nos sempre na expectativa.É notório o lado mais negro do realizador Bruce A. Evans a querer saltar cá para fora (um pouco á semelhança de Costner e o seu alter-ego), há alturas em que parece amarrado e outras em que não oferece resistência e aí a violência enche o ecrã,mas este aparente jogo de opostos é aplicado com uma eficácia tremenda.
E era impossível concluir estas linha sem referir William Hurt. Devem-se recordar da nomeação para os Oscar de 2006 por 'A History of Violence' à custa de uma curta mas intensa aparição no filme de Cronenberg. Aqui felizmente a sua presença é mais prolongada mas igualmente intensa. Simplesmente brilhante.
The Invisible
Ate pode ser coincidência mas este tipo de histórias de amor e paixão entre duas entidades em diferentes planos de existência, nunca fizeram parte das minhas preferências. Nunca vi 'City of Angels', 'Ghost', 'Wings of Desire' mas infelizmente vi este 'The Invisible'.
Remake de um filme alemão, o elemento central deste 'The Invisible' é um jovem que após ser espancado devido a um mal-entendido e deixado às portas da morte, e é aí que passa o filme, tenta perceber qual o seu destino final, com clara preferência pelo regresso à vida.
Assim resumido até pode parecer interessante...mas não é. O argumento é disconexo, o ritmo é lento (uma coisa é construir a narrativa com calma e precisão, outra é não se passar nada durante largos momentos dum filme) e as personagens roçam o ridículo (começando pelo protagonista, a 'bad girl', o amigo. Nem Marcia Gay Harden consegue escapar a este mediocridade).
Mas nem tudo é mau. Talvez demasiado trendy, a banda sonora é brilhante contando como nomes como Snow Patrol, Death Cab for a Cutie e Remy Zero como escolhas mais óbivas, mas é também audível para grande entusiasmo deste que escreve sons de Trail of Dead, Sparta, TV on the Radio e Oceansize. De qualquer dos modos insuficiente para salvar o filme, ainda que não deixe de ser um exercício interessante the 'spot the song'.
Friday, October 5, 2007
Misc - De Espanha
Representada nos últimos anos por filmes de tão nobres realizadores como Almodovar ou Amenábar, a aposta deste ano parece muito arriscada mas também muito interessante.
É conhecido o interesse (ou a falta dele) que a Academia tem pelo cinema fantástico mas mesmo assim Espanha 'concorre' com um filme de terror, puro e duro. E a vir de algum lado, esse filme que venha de Espanha que nessa área já nos deu a conhecer nomes como Jaume Balagueró ( REC está para estrear e promete), Alex de la Iglesia, Juan Carlos Fresnadillo e até o próprio Amenábar. Cá aguardamos a estreia do filme e a decisão se fará parte da restrita lista de 5 candidatos ao Oscar.
Na minha opinião...
THE GOOD NIGHT
Day dreaming, vulgo 'sonhar acordado'. É à volta desta sensação que gira o filme que nos apresenta Jake Paltrow, irmão de Gwyneth, na sua estreia atrás das câmaras. A temática parece remeter para Michel Gondry, principalmente em 'Eternal Sunshine of the Spotless Mind' ou o mais recente 'The Science of Sleep' mas o tom é diferente, o ritmo é mais pausado, contemplativo e introspectivo. A fio condutor da história é simples: o casamento de Gary (Martin Freeman) não vai bem e este,em plena crise de meia-idade, tem constantemente o mesmo sonho com uma misteriosa mulher que parece mais real do que seria suposto. Quem é esta mulher? Porque surge assim no subconsciente de Gary?
É curioso ver um elenco onde constam nomes como o referido Martin Freeman, Simon Pegg e Danny DeVito ter um desempenho tão sóbrio e sério, mesmo com aquele fantasma de 'peixe fora de água' à sua volta, principalmente no caso de Freeman, que tão bem encaixa neste filme. A ver.
THIS IS ENGLAND
Shane Meadows regressa após o bem recebido 'Dead Man's Shoes' com este 'This is England'. O cenário é o mesmo, Inglaterra, suburbios de Londres. Estamos em 1983, Shaun (o estreante e brilhante Thomas Turgoose) vive uma infância conturbada: o seu pai desapareceu na guerra das Maldivas, vive sozinho com a mãe e condições dificeis, na escola é gozado pelos colegas. Após se envolver numa briga, no regresso a casa cruza-se com um grupo de skinheads. O desespero do momento, a necessidade de reconforto e a forma como é recebido fazem daquele grupo o seu novo circulo de amigos. Independentemente dos ideais nacionalistas pouco claros e das confusões características duma época turbulenta liderada pelo Dama de Ferro a vida destes jovens corre bem e as suas maiores preocupações limitam-se às escolhas de vestuário (as míticas Doc Martens e as camisas Ben Sherman são o uniforme) e corte de cabelo (rapado!. Mas tudo muda quando Combo, um skinhead mais velho e radical é libertado da prisão e se prepara para assumir novamente o controlo do grupo nem que seja á força.
Grandes desempenhos,momentos carregados de drama e tensão com uma banda sonora à medida fazem deste regresso de Shane Meadows um opção a ter em conta.
GONE
Uma agradável surpresa. O ponto de partida é simples: um jovem inglês prepara-se para ir ter com a namorada à Austrália para lá fazerem turismo. A palavra 'turismo' não é aqui utilizada inocentemente uma vez que a temática do filme nos relembra o recente 'Turistas' e ainda mais, quanto mais n seja pela localização, 'Wolf Creek'. Em 'Gone' o personagem 'duvidoso' é um americano que se junta ao casal desde inicio e aproxima-se de tal forma de ambos que irá fazer com que estes se afastem um do outro. Pode parecer muito pouco 'sumo' para hora e meia de filme mas não é. A tensão é construída ao ritmo certo, sem precipitações e conseguimos sentir a angustia e o desespero do casal. Aconselho vivamente.
RIGHT AT YOUR DOOR
Começamos por ver uma cena do quotidiano de um casal, mais concretamente o inicio do dia. Ele prepara-lhe o pequeno almoço, ela sai para trabalhar...Mas nestes poucos minutos percebemos que aquela relação é 'perfeita' sem querer parecer artificial e é impossível não sentirmos empatia pelos dois. Enquanto Lexi vai para o trabalho Brad ouve as noticias: foi lançada uma bomba química em Los Angeles.
De inicio não se sabe a dimensão do atentado mas com o passar do tempo percebe-se que a nuvem tóxica que envolve LA está a provocar muitas mortes e há que tomar medidas extremas. Não sair para a rua e não contactar com que tenha estado exposto ao vírus são os principais avisos. Mas como resolver esta situação com Brad trancado em casa e Lexi do lado de fora? Será egoísmo de Brad não a deixar entrar? Será esta a decisão mais sensata? E se nos está a escapar alguma coisa neste análise?
'Right At Your Door' foi uma das grandes surpresas de Sundance em 2006 mas acabou por ser abafado pelo efeito 'Little Miss Sunshine'. Finalmente conseguiu distribuição, e felizmente que isso aconteceu. Pegando no tema batido da ameaça biológica\química, Chris Gorak consegue humanizar a situação e as personagens tornado o filme distinto de tantos outros sobre esta tmática. Muito bom.
Friday, August 24, 2007
Na minha opinão... A GUIDE TO RECOGNIZING YOUR SAINTS
Nesta 'guia' esse homem é Dito Montiel, personagem real autora de livro do mesmo nome, que relata á medida que recorda a sua juventude no conturbado bairro onde cresceu agora que lá voltou para rever o pai, cada vez mais doente.
Dito sempre foi desajustado em tudo o que o rodeava: não se enquadrava no grupo de amigo delinquentes, não conseguia ver em casa a figura paternal que necessitava...Ele não estava ali bem, sentia-se dividido entre a obrigação e opção, entre a amizade e o amor, e tal como diz no inicio do filme, ele vai ter de deixar toda a gente para trás.
Acontecimentos dramáticos uns atrás dos outros que afectam aqueles que lhe são queridos precipitam a sua saída, e todas as feridas abertas que isso implicará. Mas Dito volta 20 anos mais tarde,aliás, será que volta mesmo?
Estreia auspiciosa de Dito Montiel na realização (sim, ele também é responsável pela realização do filme) nesta obra de grande carga dramática e entrega. Bem filmada, com uma hábil utilização e manipulação da imagem e do som (mais uma grande banda sonora) para carregar ainda mais os momentos mais tensos e negros. Com as devidas distâncias,claro está, consigo ver neste 'Guide' o 'Thirteen' deste ano, mas superior.
Uma última palavra para o elenco: brilhante. Muitas personagens na história poderiam levar a desinteresse ou "atropelamentos" mas tal não acontece. Shia Labeouf (mas uma gajo não pode ver um filme este Verão sem ter de gramar com o miúdo?) está bem como o jovem Dito, mas é a personagem na idade adulta que leva os louros, interpretada por um contido Robert Downey Jr mostrando que está em grande forma. Ah, e os pais de Dito? Chazz Palminteri e Diane West estão tambem eles em grande nivel e tudo isto somado dá mesmo origem a um grande filme.
Thursday, August 23, 2007
Na minha opinião...STAND BY ME
Nem de propósito uns dias depois vem na Empire um artigo-retrospectiva de todas as adaptações que foram feitas do escritor americano e a quantidade surpreendeu-me:mais de 70.
No meio encontrei velhos conhecidos (como 'Pet Semetary', 'Apt Pupil', 'Carrie'...) mas este 'Stand By Me' chamou-me atenção. Já me tinha sido aconselhado por colegas de trabalho e a sinopse parecia remeter para o espírito adolescente,descomprometido e aventureiro de 'Goonies' mas com um travo mais negro e dramático do recente 'Mean Creek'.
As referências as estes dois títulos não são muito óbvias(não há caça ao tesouro nem se trata de um 'Deliverance' versão sub-16) mas são visíveis.
Basicamente temos um grupo de quatro miúdos que sabe onde se encontra o corpo de outra criança que desapareceu umas semanas antes e que tem vindo a ser noticia em toda a comunicação social. A ideia seria ir encontrar esse corpo de modo a serem reconhecidos como heróis. O que parecia ser mais um aventura de verão antes destes amigos se separarem ao irem para o liceu, tornou-se numa descoberta interior dos próprios e dos laços que os unem, a entrada repentina e forçada na idade adulta e o fim da idade do sonho e começo da responsabilidade.
A 'miudagem' vai toda bem mas o destaque tem de ir para River Phoenix (tendo em conta a idade está simplesmente espetacular) e para a banda sonora composta por musicas dos anos 60 que ajuda a estabelecer a mood do filme.
Ao que parece não foi um sucesso estrondoso na altura,mas este juntamente com 'Breakfast Club' faz-me querer descobrir a sinceridade, ingenuidade e paixão deste cinema dos anos 80.
Misc - Terror em Alta para fechar
Death Proof - A 'loucura'\tributo de Tarantino resulta e se encarado com o espírito certo temos um grande filme pela frente. Não é perfeito mas consegue ser um nobre homenagem a um estilo sempre descredibilizado alem de conseguir arrancar uma grande interpretação a Kurt Russel.
Motel X - O cinema fantástico chega a Lisboa se aquele aspecto requentado com que chegava todos os anos com reposições dos filmes mais emblemáticos do Fantas do ano. A iniciativa parece boa e o programa aliciante. Admito que me está a entusiasmar a ideia.
Midnight Meat Train - OK, o nome é bem 'cheesy' mas não engana ninguem, num filme destes uma pessoa sabe ao que vai. Mas os motivos de interessante fazem esquecer este titulo menos inspirado: baseado numa obra de Clive Barker (escritor da famosa saga 'Hellraiser' e 'Candyman') realizado por Ryuhei Kitamura (autor conhecido dos admirados de J-Horror, e do alucinado 'Versus) e com Vinnie 'Mean Machine' Jones num dos papeis de destaque. Aguardo com muita curiosidade pelo resultado desta colaboração tão imprevista.
Saturday, June 30, 2007
Na minha opinão... BEHIND THE MASK - THE RISE OF LESLIE VERNON
Este é o ponto de partida para 'Behind the Mask'. Tudo indica que a pacata vila de Glen Echo irá assistir ao nascimento do próximo "grande" serial-killer, Leslie Vernon, e para acompanhar o nascimento\ascensão desta nova lenda uma equipa de reportagem desloca-se a vila.
E assim vamos conhecendo Leslie Vernon. Um pouco ao jeito de documentário, nas várias entrevistas e declarações feitas por Leslie vamos sabendo os seus motivos, como se está a preparar para o grande momento, como escolhe as suas vitimas...Tudo aquilo damos por adquirido quando assistimos a um 'slasher-movie' é aqui explicado como e porque é feito. Temos ainda tempo de conhecer o 'professor' de Leslie, uma velha glória do oficio que se mostra bastante entusiasmado com a evolução do seu pupilo, e perceber ao detalhe o plano montado por Leslie para criar uma 'massacre' memorável.
Chega a hora da verdade e eis que...contar mais seria estragar a surpresa,por pouco surpreendente que esta seja.
Duma premissa absolutamente original e deliciosa surge um dos filmes mais surpreendentes dos ultimos tempos. Não quero com isto dizer que se trate duma obra prima mas é sem dúvida um objecto de grande diversão especialmente para os entusiastas do cinema de terror. As referências a clássicos são inúmeras e não conseguimos evitar que cada uma delas nos faça esboçar um sorriso cumplicidade. (atenção as "presenças" de Krueger - esta mais óbvia- e Myers)
Para quem viu : Os principais slashers dos anos 80,inícios de 90.
Saturday, May 19, 2007
Misc - À conquista de Hollywood
Esta dupla de irmãos de Hong Kong é já veterana nestas andanças mas com ‘The Messengers’ têm a sua primeira incursão em Hollywood. Seguem assim o caminho já percorrido por Takashi Shimizu e Hideo Nakata, realizadores orientais dedicados ao cinema fantástico com créditos firmados nos seus países de origem (o primeiro responsável pela saga ‘Ju-On’ e o segundo por ‘Ringu’). Os irmãos Pang deram-se a conhecer com o brilhante ‘The Eye’ chamando atenção para o bom cinema de terror que se fazia por aqueles lados. Seguiram-se títulos menos bem conseguidos mas regressaram à forma o ano passado com ‘Re-Cycle’. Mas ao contrário Nakata e Shimizu, a sua entrada em Hollywood não vai ser através do remake do seu maior sucesso. ‘The Eye’ vai ter direito à versão ‘americana’ mas pelas mãos de David Moreau e Xavier Palud.
A estreia destes jovens realizadores dificilmente podia ter corrido melhor. Com um orçamento muito reduzido e baseando-se num mito urbano Romeno, conseguem com ‘Ils’ criar um ambiente de enorme tensão e desassossego constante no espectador. Embora a premissa inicial nos possa fazer lembrar de ‘Blairwitch Project’ (um mito, orçamento quase nulo) desenganem-se, aqui temos cinema a sério e não um home video filmado na floresta. Sem me alongar em comentários ao filme (ainda lhe dedicarei um espaço aqui) posso dizer que serviu como cartão de visita que lhes valeu a confiança para re-interpretar ‘The Eye’. É certo que os remakes de sucessos do cinema de terror não estão em alta quanto mais não seja pela quantidade que tem aparecido nos últimos anos, mas mesmo assim esta dupla tem aqui uma oportunidade para se afirmar.
Veremos como correm as coisas. Para já parecem não estar a correr bem para Danny e Oxide Pang a julgar pelas críticas que ‘The Messengers’ tem recebido. Mas de qualquer dos modos já têm outro filme na calha e um que eles conhecem bem: um remake (que surpresa!) do seu primeiro grande sucesso, ainda antes de ‘The Eye’, ‘Bangkok Dangerous’ com Nicholas Cage. Cinema de acção de Hong Kong+Hollywood+Nic Cage...soa muito a ‘Face Off’ sem John Woo, mas não deixa de despertar curiosidade.
Monday, May 14, 2007
Na minha opinão... SPIDER MAN 3
E é o fim. Será? Mesmo que não seja o fim da série será certamente o fim de um ciclo. 'Spider Man 3' funciona bem como conclusão dos dois filmes feitos anteriormente. O que acontecer daqui para a frente dever ser encarado como um novo ciclo. Mas fará sentido ver nos próximos tempos outro actor dentro do uniforme do aracnídeo que não Tobey Maguire? Haverá outra Mary Jane sem ser Kirsten Dunst? Que outro realizador trataria este herói com a reverência de Sam Raimi? Só com o passar do tempo se saberá mas com o filme a preparar-se para bater recordes de bilheteira um pouco por todo o mundo dificilmente os produtores virarão as costa a oportunidades de continuar a facturar à conta do herói mais rentável da Marvel.
Aparte das especulações, falemos do real e actual, de Spider Man 3. O filme começa algum tempo depois de onde o segundo capítulo nos tinha deixado. A relação entre Peter Parker e MJ está mais madura, o Homem Aranha é adorado por todos (se exceptuarmos J Jonah Jameson, claro está)tornado Nova Iorque mais segura que nunca e Mary Jane parece estar a começar uma carreira promissora no mundo do espectáculo.
Mas toda esta calma é apenas aparente. Harry Osborn prepara-se para vingar a morte de seu pai, Green Globin, às mãos do Aranha, e delinquente de bom coração vê-se transformado no monstro de areia Sandman. Como se não bastasse, um ser(?) vindo do espaço prepara-se para se apoderar de Peter Parker tornando-o mais determinado e agressivo. Ah, e ainda há espaço para Venom, 'O' arqui inimigo de Homem Aranha.
Parece muita coisa? É sem dúvida e por isso o filme estica-se por cerca de duas horas e meia. Estica-se ou arrasta-se? O filme parece ter alguns problemas de ritmo, ora com sequências de acção alucinantes seguidas de momentos de reflexão de qualquer umas das nossas personagens havendo até espaço para cenas que parecem tiradas de outro filme. Sam Raimi quis criar aqui um objecto de devoção a este herói mas o resultado final não é completamente satisfatório. Há demasiadas personagens, muitas delas sem espaço para se desenvolverem, que não adiantam nada a história apenas tornando-a mais dispersa. O próprio homem aranha sofre demasiadas alterações ao longo do filme. Talvez de modo a acentuarem o seu lado mais negro quando possuído pelo simbionte, no resto do filme vimo-lo ora fragil ora a transbordar confiança como não tínhamos visto até aqui. Tudo isto dá um ar humano a este herói mas acaba por parecer deslocado por acontecer entre uma fuga ao Green Goblin Jr e uma luta com Sandman.
Mas há coisas boas. Os actores voltam a estar bem, inclusive os recem-chegados Topher Grace e Bryce Dallas Howard e principalmente Bruce Campbell na sua brevíssima aparição. As sequências de acção superam tudo o que possamos estar a espera, são mais reais, mais rápidas, mais imersivas. E os efeitos especiais que suportam essa sequências são fantásticos. Mas não chega...
...talvez por as expectativas estarem demasiado altas, fica alguma sensação de desilusão no final no filme. Mas se pensarmos no que poderia ser feito para o melhorar tambem parecem não surgir respostas. Todas estas contradições de sentimentos possivelmente por nos estarmos a despedir deste nosso herói.
Para quem viu: Spider Man 1 e 2
Tuesday, May 1, 2007
Misc - Documentários
Kirby Dick lidera uma missão de tentar descobrir quem são os elementos que constituem esta associção "secreta" que supostamente deveriam representar o americano comum, bem como tentar perceber quais o parametros de classificação dos filmes. Seria o sexo mais penalizado que o sangue? Aceitaria-se mais facilmente grandes doses de violência do que demonstrações de afecto entre seres do mesmo sexo? Rapidamente se conclui que as regras não são claras nem sequer coerentes. Pelo meio surgem declarações de alguns dos realizadores mais 'sacrificados' por este método de classificação como é o caso dos criadores de South Park, Trey Parker e Matt Stone devido a Team America, Kevin Smith, Limberly Peirce ou Atom Egoyan.
Em toda esta investigação até há espaço para uma dupla de detectives nada convencional que, com as devidas distâncias, não deixa de fazer lembrar a personagem de Frances McDormand em 'Fargo'.
Ainda relacionado com o meio cinematográfico saiu tambem "Going to Pieces: The Rise and Fall of Slasher Film". O nome é bem claro, uma visão sobre os últimos anos do cinema de terror, mais concretamente os slashers (embora haja espaço para outros estilos dentro deste género de cinema), sub- género que conheceu a sua explosão nos anos 80. Obras como "Halloween", "Friday 13th" ou "Nightmare on Elm Street" ditaram as regras e não lhes faltaram fiéis seguidores com variáveis níveis de qualidade. O filão foi explorado até a exaustão (prova disso são as intermináveis sequelas dos 3 títulos referidos) e neste documentário presenciamos a queda do género, a perda de interesse por parte do público e a ausência de receitas. Situação que viria a ser invertida por "Scream" que joga com as estritas regras do slasher-movie, subverte-as a seu favor e consegue recuperar o interesse por estas emoções.
Testemunhos de John Carpenter, Sean S. Cunningham e Wes Craven são extreamente valiosos para conseguir perceber e contextualizar a necessidade do aparecimento deste género. E não faltam referências para os 'novos mestres' como Rob Zombie, Eli Roth ou James Wan. Estarão ao nível das expectativas? Os próximos anos servirão para dissipar essa dúvida.
Dois documentários interessantes que me chegaram às mãos numa altura em que estes deixaram de estar confinados a horários sombrios no segundo canal da estação pública de televisão.
Michael Moore apareceu com a sua visão inflamada da realidade norte americana numa fusão de realidade e 'ficção' dando ao documentário mais ar de 'cinema' e não de algo que pudéssemos estar a ver no Discovery Channel. Este ano tivemos a preocupação ambiental do século transmitida por Al Gore em "An Inconvinient Truth" e seguimos a vida no Ártico em "March of the Penguins". Ainda haverá espaço para conspirações corporativas em "Who Killed the Electric Car" e dúvidas religiosas em "Deliver Us From Evil".
Os documentários encontraram o seu espaço. Não só passaram a estrear comercialmente nos cinemas como têm eventos próprios (DocLisboa). Podem ter os diversos fins (derrubar um presidente, alertar para questões ambientais, relatar épocas culturais) mas em última instância o seu objectivo é informar. E o facto de eles existirem deve-se ao facto de existir quem queira ser informado.
Saturday, April 28, 2007
A ver - Fido (2006)
Com a presença de Carrie-Anne Moss ('Matrix','Memento') , Dylan Baker (que podemos ver no último trailer de Spider Man 3) e Tim Blake Nelson('O Brother, Where Art Thou?') desperta sem dúvida muita curiosidade e é um filme A VER!
Organização
Notícias - o nome não engana muito. Aqui vão poder encontrar as últimas notícias da indústria. É uma secção que requer muita disponibilidade por isso vou-me restringir a notícias que ache imprescindíveis ou a simples headlines.
Na minha opinião... - ...este espaço vai conter as minhas ideias sobre os filmes que vou vendo. Sem tentar ser aborrecido nem demasiado técnico, quero apenas transmitir a minha paixão\ódio por determinada película.
A ver - não vos acontecer já ler sobre determinado filme ou surgir um determinado título numa conversa de amigos que vos levou a pensar "Tenho mesmo de ver isto". Esses ficam aqui.
Especiais - artigos especiais dedicados a um tema especifico.
Misc - aquilo que não encaixa em mais lado nenhum.
Espero conseguir manter esta organização durante muito e bom tempo. Outra coisa que também espero conseguir é mudar o look do blog em breve tornando mais pessoal e temático.
Aguardem novidades.
A new hope...
Com o subtítulo do primeiro capitulo (por ordem cronológica de lançamento, diga-se) da mais famoso saga espacial (os trekkies q me perdoem) dou inicio a este blog.
O que pretendo que isto seja? Mais um entre muitos, dos blogs já existentes dedicados ao cinema. Como podem ver nada muito pretensioso.
Porquê “A new hope”? Não tem nada a ver com alistar-me na resistência para combater o império e as forças do mal. É algo mais simples: uma nova esperança para voltar a estabelecer um espaço meu dedicado a esta nobre arte (após passagem por outros sítios).
Terminadas as apresentações e uma breve secção de FAQs, siga o blog.